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terça-feira, 22 de março de 2016

Sem Ordem nem Progresso

Urbanização de Santa Cruz, muito "moderna", de grandes e largas avenidas desenhadas a regra e esquadro mas sem coração, preparadas para um volume de tráfego (automóvel) absurdo. Prédios separados pela curvatura da terra, interstícios inabitáveis. Um parque infantil que apenas existe pela necessidade de enjaular crianças, paradoxalmente, de forma a protegê-las das avenidas que as rodeiam. E das velocidades a que convidam. Em vez de brincarem na rua, seu habitat natural, apenas um local segregado, monótono, cheio de regras, que não estimula a imaginação, que tolhe a criatividade, que impede a socialização espontânea e autónoma. Em dez anos, construíram-se 3 prédios. A este ritmo, só daqui a cinquenta anos a urbanização estará concluída. Enquanto isso, o solo ficará expectante, em pousio, obedecendo ao superior interesse da especulação, em vez de ser um bem público ao serviço da cidade.

 photo Campinho compara.jpg

Senhora do Socorro. O lugar estatístico com maior dinamismo demográfico durante a última década. A ratoeira do povoamento linear, de uma urbanização sem cidade, suburbana, sub-humana. Um lugar (?) segregado e anti-social. Onde ter automóvel é pré-requisito imprescindível ao quotidiano. Onde a rua é uma estrada que, tragédia da ineficiência na utilização do espaço, apenas serve de itinerário para o automóvel circular. Quem pensou no cidadão, homem, mulher, novo, velho? Quem pensou na criança que ali habita? Sim, eu sei, existe por ali mais um parque infantil, igual a tantos outros. Dos melhores indicadores da (falta de) qualidade de um espaço urbano. Mas não existem utilizadores. Quem é que deixa uma criança de 5 anos percorrer 500 metros naquela estrada, sozinha, de casa ao parque?


 photo Senhora do Socorro compara.jpg

No processo de ordenamento de território que deu origem a estes espaços, onde ficaram conceitos como comunidade, pertença, acessibilidade, apropriação, topofilia, qualidade de vida, segurança, saúde, felicidade?

Urbanismo, quo vadis?!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Sítio e situação


O Concelho de Albergaria-a-Velha foi criado em 1834, por desmembramento de Aveiro, com as Freguesias de Loure, Albergaria-a-Velha e Vale Maior. Logo a seguir foi integrada a Freguesia de Alquerubim (Paus). Mais tarde, foram anexadas as Freguesias de Angeja e Frossos (1854) e Branca e Ribeira de Fráguas (1855).

Situa-se numa zona de transição entre duas unidades geomorfológicas distintas. A oeste, a faixa litoral, de relevo suave e a este, uma zona serrana com um relevo abrupto morfologicamente acidentado. As áreas de relevo aplanado inserem-se na orla mesocenozóica litoral ou lusitana, formada durante o Cretácico superior, tendo origem nos depósitos de aluvião formados pelas margens do Rio Vouga e pelos depósitos de antigos terraços marinhos e fluviais. As Freguesias de Ribeira de Fráguas e Vale Maior inserem-se já no maciço ibérico, de origem magmática e metassedimentar, que remontam essencialmente à era primária. Nesta zona a altitude máxima chega a atingir os 400 metros.

O território é rasgado pelos vales dos Rios Caima, Fílveda e Vouga. Os principais elementos morfo-paisagísticos do Concelho, que o individualizam, são o vale aluvionar do Rio Vouga, que marca a fronteira do Concelho a sul, e o sistema lagunar da Ria de Aveiro, a oeste.  
 
O Concelho de Albergaria-a-Velha tem uma área aproximada de 158,82 km2, de acordo com a Carta Administrativa Oficial de Portugal (versão de 2010) e uma população residente de 25 252 residentes, segundo os Censos de 2011.

Assume uma posição central no território que compõe o distrito de Aveiro e insere-se na NUT III do Baixo-Vouga. Albergaria-a-Velha tem como Concelhos limítrofes Estarreja, Oliveira de Azeméis, Sever do Vouga, Águeda, Aveiro e Murtosa, todos pertencentes ao distrito de Aveiro, beneficiando ainda da proximidade relativa de alguns centros urbanos importantes do sistema urbano nacional, como Coimbra, Viseu e Porto.

A Sub-Região do Baixo Vouga, que constitui um território de grande dinamismo sócio-económico e que corresponde aproximadamente ao conjunto dos Municípios que marginam a Ria de Aveiro, situa-se no noroeste da Região Centro, formando com Coimbra e Leiria o seu eixo mais dinâmico e estruturante. Esta Sub-Região ocupa uma posição central na fachada atlântica do sistema urbano ibérico, equidistante de Lisboa e Corunha.



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